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Extrato Bancário para Visto D7 Portugal: Guia Completo

Saiba qual saldo mínimo, quantos meses de extrato e como apresentar os seus meios de subsistência para o visto D7 em Portugal.

Extrato bancário com comprovativo de rendimento mínimo para aprovação visto D7 Portugal AIMA

Sonhar com Portugal é sonhar com luz, história e uma qualidade de vida que atrai milhares de brasileiros todos os anos. Mas entre o sonho e a mudança existe uma montanha de burocracia — e, no centro de quase tudo, está o extrato bancário para meios de subsistência no visto D7 Portugal. Se você chegou aqui pesquisando sobre saldos mínimos, quantos meses de extrato exigir e como apresentar a documentação financeira no consulado, está no lugar certo. Este guia foi criado para descomplicar esse processo, passo a passo, com informações verificadas e linguagem clara.


O Que é o Visto D7 e Quais Documentos Financeiros São Exigidos

O visto D7, também chamado de Visto de Renda Passiva ou Visto de Aposentado, é uma autorização de residência portuguesa destinada a pessoas que comprovem rendimentos regulares suficientes para viver em Portugal sem depender do mercado de trabalho local. Ele é muito procurado por aposentados, pensionistas, nômades digitais com renda estável e investidores.

O processo passa por duas etapas:

  1. Pedido do visto D7 junto ao Consulado de Portugal no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro ou outra jurisdição competente)
  2. Chegada a Portugal e agendamento junto à AIMA (Autoridade para as Migrações e o Asilo) para obtenção da Autorização de Residência

Em ambas as etapas, a comprovação financeira é central. Veja os documentos exigidos na fase consular:

DocumentoFinalidadeObservação
Extrato bancário (conta no Brasil e/ou Portugal)Provar meios de subsistênciaGeralmente exigido dos últimos 3 a 12 meses
Declaração de renda ou holeriteComprovar fonte de rendimentoAposentadoria, aluguel, dividendos, etc.
Declaração do Imposto de RendaConfirmar historial financeiroÚltimos 1 a 2 exercícios
Comprovante de rendimento regularDemonstrar continuidadeExtrato de pensão, INSS, transferências
Carta de motivaçãoJustificar intenção de residirOpcional, mas recomendada
Comprovante de alojamento em PortugalMostrar plano concretoContrato de arrendamento ou reserva

O consulado analisa o conjunto completo para avaliar se o requerente tem condições reais de se sustentar em Portugal sem gerar encargos ao Estado português.


Extrato Bancário para o Visto D7: Quanto Dinheiro e Quantos Meses

Esta é, sem dúvida, a dúvida mais comum — e também a mais ansiogênica. Vamos esclarecer com objetividade.

Qual é o saldo mínimo exigido?

A referência utilizada pelas autoridades portuguesas é o salário mínimo nacional vigente em Portugal. O requerente principal deve demonstrar capacidade de auferir, mensalmente, pelo menos o equivalente a esse valor. Para dependentes, os percentuais são:

  • Cônjuge ou companheiro(a): acréscimo de 50% do salário mínimo vigente
  • Cada filho menor de 18 anos: acréscimo de 30% do salário mínimo vigente

Para efeitos do visto (não da Autorização de Residência), os consulados exigem que o requerente demonstre que possui em conta bancária o equivalente a 12 meses do valor mínimo exigido. Esse montante deve estar disponível e documentado.

Composição familiarBase de cálculo
Requerente principal (sozinho)100% do salário mínimo nacional x 12 meses
Casal sem filhos150% do salário mínimo nacional x 12 meses
Casal com 1 filho menor180% do salário mínimo nacional x 12 meses
Casal com 2 filhos menores210% do salário mínimo nacional x 12 meses

Nota importante: os valores são calculados com base no salário mínimo nacional vigente no momento da sua candidatura. Consulte sempre o valor atualizado na data em que for preparar a sua documentação.

Quantos meses de extrato bancário são exigidos?

Aqui há uma certa variação conforme o consulado e o perfil do requerente:

  • Mínimo prático: 3 meses de extrato, geralmente aceito em candidaturas muito bem documentadas com outras provas de renda
  • Padrão recomendado: 6 meses de extrato, suficiente para a maioria das candidaturas
  • Ideal para fortalecer o processo: 12 meses de extrato, demonstrando estabilidade e regularidade dos rendimentos

Na prática, especialistas em imigração recomendam consistentemente apresentar extratos dos últimos 12 meses, especialmente se a fonte de renda for variável (aluguéis, dividendos, trabalho freelance). Isso mostra ao consulado que a renda não é pontual, mas sim estrutural.

Se a sua renda for uma aposentadoria pelo INSS, apresente os extratos de pagamento dos últimos 12 meses — eles têm um peso documental muito grande por demonstrarem renda recorrente e garantida pelo Estado brasileiro.


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Erros Que Podem Levar à Recusa do Visto D7

A recusa de um pedido de visto D7 é frustrante, atrasa meses de planeamento e, muitas vezes, é evitável. Estes são os cinco erros mais comuns:

1. Saldo insuficiente ou instável

Apresentar extratos com saldo flutuante, entradas pontuais ou valores abaixo do mínimo exigido é um dos principais motivos de recusa. O consulado quer ver regularidade, não apenas um depósito grande feito dias antes do pedido.

2. Extrato em formato ilegível ou incompleto

Extratos em PDF com formatação quebrada, páginas cortadas ou sem identificação clara da conta e do titular levantam desconfiança e podem ser rejeitados sumariamente. Sempre confira se o documento está completo e legível.

3. Documentação desatualizada

Extratos com mais de 90 dias de data de emissão no momento da entrega ao consulado são geralmente rejeitados. Certifique-se de pedir extratos atualizados próximo à data de entrega do pedido.

Depósitos sem explicação, transferências de terceiros sem identificação ou grandes quantias sem histórico compatível podem gerar pedidos de esclarecimento ou recusa. Toda entrada relevante deve estar documentada.

5. Confundir conta corrente com comprovativo de renda

Ter dinheiro numa conta não é o mesmo que ter renda regular. O consulado quer ver rendimentos regulares creditados — aposentadoria, aluguel, pensão, dividendos — não apenas um saldo estático. Combine sempre os extratos com documentos que comprovem a fonte da renda.


Dicas para Apresentar um Extrato Bancário Impecável ao Consulado

Organizar documentação financeira para visto D7 Portugal

Ter os documentos certos é metade do caminho. A outra metade é apresentá-los de forma clara e convincente. Siga estas recomendações:

Organize tudo de forma cronológica

Coloque os extratos em ordem cronológica, do mais antigo para o mais recente. Numere as páginas e crie uma folha de rosto com um índice. Isso demonstra organização e facilita a leitura pelo funcionário consular.

Use uma conta em Portugal, se possível

Abrir uma conta bancária portuguesa antes de submeter o pedido é fortemente recomendado. Alguns consulados valorizam muito o facto de o requerente já ter vínculo bancário com Portugal. Vários bancos portugueses permitem a abertura de conta a não residentes.

Solicite extratos em formato oficial

Prefira extratos emitidos diretamente pela instituição financeira, com carimbo digital ou assinatura eletrônica, em formato PDF ou impresso. Capturas de ecrã do aplicativo bancário geralmente não são aceitas.

Converta e organize os seus PDFs

Se os seus extratos bancários vierem em formatos difíceis de ler ou precisar organizar os dados para uma carta de apresentação financeira, ferramentas como o BankStatementLab permitem converter extratos PDF em Excel ou CSV de forma rápida, o que facilita a criação de resumos financeiros que complementam a documentação.

Inclua uma nota explicativa se houver variações

Se houver meses com saldo mais baixo ou entradas atípicas, inclua uma carta de explicação breve e direta. A transparência conta muito — é sempre melhor explicar do que deixar dúvidas.

Certifique e traduza quando necessário

Documentos em português brasileiro geralmente são aceitos sem tradução para o consulado. Mas se tiver documentos em inglês (extrato de conta internacional, por exemplo), verifique com o consulado se é necessária tradução juramentada.

Verifique as exigências específicas do seu consulado

Os consulados de Portugal no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, entre outros) podem ter especificidades próprias nos requisitos. Consulte sempre o site oficial do consulado da sua circunscrição antes de finalizar a documentação.


Conclusão

Preparar o extrato bancário para meios de subsistência no visto D7 Portugal pode parecer intimidante à primeira vista — mas com organização e as informações certas, é perfeitamente manejável. O ponto central é simples: o consulado quer ver que você tem renda regular e suficiente para viver em Portugal sem depender do Estado. Quanto mais clara, consistente e bem documentada for essa prova, maiores são as suas chances de aprovação.

Resumindo o que vimos:

  • Apresente extratos dos últimos 6 a 12 meses (prefira 12)
  • Comprove renda mensal equivalente a, pelo menos, 100% do salário mínimo nacional vigente em Portugal (com acréscimos para dependentes)
  • Combine extratos bancários com documentos de origem da renda (holerite, extrato de pensão, contrato de arrendamento, etc.)
  • Certifique-se de que tudo esteja legível, atualizado e organizado

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Escrito por bankStatementLab Team